Ela sabia que não seria um mar de rosas, sabia que um dia seriam faces sorridentes e no outro faces frias com expressões vazias. Mas ela nunca desiste, na sua cabeça de criança seus sonhos sempre vão além da realidade. De repente ela sente um certo desespero, ela percebe que a ausência dele é mais forte do que imaginava, ela sempre achou que fazia bem pra ele, mas parecia que ele se afastava, ia se perdendo, escorregando entre seus dedos.
Ela sorria pra ninguém perceber, mas seu coração estava inquieto, os dias em que não se falavam eram torturantes, nenhum sinal, nenhuma notícia, será que ele esqueceu que ela exista? E ela chorava escondido, pensava onde ele poderia está? o que estava fazendo? será que está com outra? (Não outra menina, ela sabia que ele nunca a trairia, pois, por mais distante que ele estivesse ela sabia que ele a amava, mas ela temia tanto que ele estivesse com a outra, aquela que queima as coisas boas, aquela que te envolve em sua fumaça, ou aquele também) Mas ela não queria se preocupa, tentava deita a cabeça na cama mas em vez de dormi, ela chorava, e se envenenava na própria solidão, se entorpecia de ansiedade, e naquele horror todo ela também sentia vontade de "acender um", de queima os problemas, de ver a alegria naquela fumaça branca que descia na sua garganta, ela também já tinha provado daquele gosto do pecado, e queria desfruta-lo, mas essa vontade só vinha quando os problemas a sufocavam, parecia que aquele fogo, aquela queimadura no dedo ajudavam ela esquece, mas ela não queria mais fazer essas coisas, que já não fazia a muito tempo, e nem queria parecer aquelas adolescentes desesperadas.
Mas se tornava a adolescente mais desesperada quando ouvia sair daqueles lábios carnudos e atraentes um: "Acabou" que tinha um leve tom de interrogação e ao mesmo tempo exclamação, será que ele achava que ela iria aceita tudo assim, como esquece tudo que um dia foi planejado , tudo que foi sonhado, ter uma vida excêntrica, ter uma casa engraçada e diferente, onde quem cozinha é o marido, ter filhos( que já tinham escolhido até os nomes), isso tudo era realmente desesperador pra ela, pensar que tudo iria acaba, aquelas tardes quentes ou as frias em que eles passavam juntos, se amando, se rejeitando(de brincadeira), que todas aquelas frescurinhas de namorados iriam acaba, como não se desesperar?
E ela não aceitou, ela não poderia deixar seu grande amor ir embora assim, e tenta serem bons amigos depois, ser amiga dele, isso não existia pra ela, ela queria ele como homem, como namorado, amante, marido, seja lá o que for, mas não como "amigo". E naquela tarde tão quente de verão , mas que pra ela parecia a mais cinza das tardes, a tarde em que ela acho que iria perde tudo de novo,surgiu novamente um perdão, ela não queria perdoá-lo de novo, tantas opiniões ao seu redor e todas a diziam: "deixa ele". Mas ela não conseguia, ela não podia, esse sentimento é bem mais forte que ela.
E novamente aquela chama foi acesa, aquele amor estava queimando novamente, e ela pensava "pra que queima outra coisa, deixa esse amor me queima" e tudo ia se ajeitando, os vários "Eu te amo" ditos novamente, eles se ajeitando no pequeno sofá da sala dela, que é o ninho de amor, a chuva caindo em seus rostos, molhando a pele e a deixando mais cheia de desejo, aquelas marcas pelo corpo, culpa dele, culpa dela, sentindo aquelas mãos que deslizavam as costas até a cintura e a apertavam forte contra o corpo,e depois do ato aquele beijo demora, só apreciado e desfrutando dos lábios grossos que ambos tem, e sentindo aquele cheiro "de Amor" como ele descreveu o suor.
E quando ele se vai ela tenta esconder as marcas, que nunca gosta que ninguém veja, mas que adora ver, pois lembra de como foi lindo, que foi desejo, que foi Amor. ♥
Amanda Cruz
aaaaaaaaaaaaaaaaai que coisa mais triste :(
ResponderExcluir